Meu nome é Sofia Amorim. Tenho 28 anos.
Sou formada em Letras pela Unesp, em 2002. Fiz uma especialização sobre Educação em Valores Humanos, na Tailândia, em 2003. Atualmente, estou no 1o semestre de Pedagogia na Usp.
Sou professora desde 2004, quando comecei dando aulas em dois colégios particulares da cidade pequena em que morava. Um era daqueles com sistema de ensino. O outro era um colégio de freiras com uma metodologia diferente. Foi uma excelente experiência, pois não tinha a menor idéia de como seria.
No ano seguinte, 2005, dei aulas numa escola do Estado em dois projetos: Aula de Leitura e Trilha de Letras (reforço de Português na sala de informática). Mais experiência, mais aprendizado.
Resolvi mudar de cidade e isso trouxe outra mudança: passei em processo seletivo para aulas eventuais na prefeitura. Então, este é meu 4o ano de Prefeitura e tb estou na 4a escola do município.
Aqui, dei aulas preparatórias para concursos públicos, quando estava grávida. A experiência foi muito boa: além de me aprofundar na gramática, dar aula para adultos já formados é muito diferente.
Passei tb por uma instituição grande que, além do do ensino fundamental e médio, também há uma faculdade. Foi apenas uma substituição de alguns meses, mas também cresci – até porque o público era tão distinto do que estou acostumada que poucos motivos me levariam para lá novamente.

Sou uma professora brava, exigente, carinhosa e amorosa. Falo firme quando é necessário, evito ao máximo gritar. Não xingo, não ofendo, não mando calar a boca. Nestes anos todos acho que mandei somente 3 alunos (foram situações extremas). Passo muita lição, tento corrigir todas, mas é difícil. Sou um pouco desorganizada. Acho que, por pensar demais, não organizo as milhares de ideias que tenho.
Sou conteudista, sim. Acredito que um ensino de Língua que não contemple a Gramática é um ensino superficial e excludente. Eu já estava escrevendo ene motivos para isso, mas vou deixar a discussão para um post.

Gosto de sala em silêncio quando estou explicando. Mas gosto de barulho de criança correndo no pátio. Gosto quando estão fazendo trabalho em grupo e, envolvidos, eles se levantam para trocar idéias.
Gosto de apertar os pequenos alunos da 5a série e tirar sarro dos da 8a. Adoro deixar alunos mais velhos sem graça. Eles tb gostam. É lógico que é sem ofensa.

Amo escola, amo educação. Eu não poderia ter outra profissão. Em dias muito conturbados, eu realmente desejo trabalhar com papéis que se guardam às 18 h e que você só vê novamente no outro dia às 9h…. Mas eu ia morrer gorda (de trabalhar sentada) e infeliz…
Nasci já um ser professora.

16 Respostas to “Quem sou eu”

  1. adautopradomiotto Says:

    Sofia, lindo nome!
    Grande professora.
    Afinal somos ambos professores e como tais, nos deparamos com os desafios do ensino. Quer sejam crianças ou adultos, quer seja escola ou universidade, os desafios são os mesmos. Lidamos com seres humanos carentes de valores, referenciais, ideais.
    Gostei muito da tua sinceridade e acho que sigo teu referencial de conduta, de paixão pelo que faz.
    Gostaria de encontrar pessoas competentes e conscientes do seu fazer.
    Acredito que tua formação e vivência já te capacitam a ser mais exposta e agressiva com relação ao teu potencial. Exponha-se mais e não estacione neste “estar”.
    Também estive na Tailândia, até porque trabalhei alguns anos na Malásia e acredito que tivemos um novo olhar a partir de lá.
    Grande abraço e continue escrevendo.
    Estou montando meu blog e em breve estarei me expondo ao mundo.

  2. marcia Says:

    sofia gostei muito do teu blog,sou mãe e ja fui professora, por pouco tempo,mas tenho uma pergunta, como mãe:como nós pais podemos lutar por uma mudança na instituição escola?meu filho estuda em um colegio particular,o colegio é bom ,mas segue paradigmas a muito ultrapassado,oque devemos procurar numa escola??

    1. Sofia Says:

      Márcia:
      Muito obrigada pelos elogios. Estamos todos nesta busca, não é?
      Acho que, ao procurar a escola para um filho, o ponto principal é o que a escola tem e que vc acredita. A filosofia da escola deveria ser parecida com a que se tem em casa. Às vezes, uma escola muito diferente do padrão pode causar tanto estranhamento que não vale a pena. Muitas vezes a escola só tem faixada. Diz que tem uma certa filosofia, mas os professores não têm formação naquela área e etc. E escola, para mim, é sinônimo de confiança: meu filho fica o dia inteiro com outras pessoas – eu preciso confiar nelas, não é mesmo?
      Tudo isso é muito pessoal, Márcia. Acho que a gente tem que lutar, sim, por uma escola melhor e, vc como mãe, é a que mais tem direito de buscar isso para seu filho. Sua crença, seus valores é que irão determinar qual é a melhor escola para seu filho!!!
      Seria muito bom se tivéssemos mais mães como vc!
      Beijão
      Sofia

  3. Dalmo Amorim Says:

    A imagem que tenho sua é de uma mulher de grande candura e paciência. E que evita gritar, sim, como disse.
    Mais que uma professora, uma educadora!

  4. Eduardo Freires Says:

    Olá Sofia,
    Ao ler os textos do seu blog fiz uma viagem fantástica, que tinha como cenário as minhas experiências docentes. Sou também professor de L.Portuguesa e enfrento os mesmos desafios que você enfrenta. Aqui no Rio de Janeiro trabalho nas redes estadual e municipal de ensino e sei o que é ser professor diante de uma realidade tão distante do ideal de educação que nossas crianças merecem. Começa mesmo pela antogonia entre formação acadêmica e práticas pedagógicas em sala de aula. Inclusive, a respeito leia as considerações de Philipe Perrenoud em “As competências para ensinar no século XXI: a formação dos professores e o desafio da avaliação” (Ed.SM/Artmed,2002). Nesse mesmo livro, há um artigo interessante de Monica Gather Thurler que trata dos novos paradigmas e novas práticas para o professor. Muito interessante!
    Mas a nossa jornada é longa e não pode ser interrompida. Lutamos mesmo contra a maré, e isso é e sempre será “SER PROFESSOR”.
    Abraços!
    Eduardo Freires

  5. Munique Says:

    Eu sempre quis ser professora, sempre achei que nasci pra isso, mas ultimamente não quero mais. Estou tão desesperançosa e tão triste com a profissão (não com o salário, mas com as expectativas) que penso em fazer outra coisa, depois de anos de preparação. Estou no magistério há 3 anos. Fico lendo textos como os seus ara ver se resgato o meu amor pelas salas de aula, para ver se enxergo motivo para estar lá. Não tenho conseguido, mas foi nessa busca que caí no seu blog.


    1. oi tudo bem boa noite ?? eu tambem bjsss thauzinhoooooooooooo

      1. Larissa Says:

        Munique, sinto o mesmo que você! preciso de ajuda pra me decidir o quero pra minha vida!

  6. Samira Says:

    Eu quero muito ser professora, sempre soube que esta seria a minha profissão, mesmo que sempre correndo disso…penso me várias possibilidades e não consigo me decidir, letras, história, filosofia, ciências sociais…

    Ainda bem que ainda temos pessoas que se orgulham dessa profissão, acho que o mundo afundaria sem os professores, tenho uma tremenda admiração por todos eles, principalmente pelos meus é claro, eles são a minha fonte de inspiração e força para não olhar apenas pelo lado negativo, já que todas profissões o teem.

    Parabéns, que bom que você conseguiu, e agora faz algo que gosta!

    bjs


    1. é verdade verdadinhaaa kkkkkkk te adoro #! beijo thau

  7. Naty Says:

    Que saudades de você sofia; deu aula pra gente aqui em Assis; o tempo passo vc deu aula em 2005 eu ainda estava na 6 série; o tempo passo hoje faço faculdade na unip de enfermagem…. encontro ainda o pessoal que estudei Lembra do Bruno? manoél? Maicon? Naiara? esses tempos atraz ainda comentamos de ti pois temos amizade …. o tempo passo mas coisas boas agente léva pro resto da vida; e com você aprendemos coisas otimas… beijos que Deus te ilumine sempre..


    1. oiiii sofia tudo bem ruru eu tenho 9 anos meu nome é crislane batista alves ….. parece que você é uma otima professora ? ! kkkkkk quando crescer vou trabalhar no trabalho da minha irmã á gente trabalha de segunda á sábado mais tenho que estudar muito aida tenhe muitas coisas pela frente fazer o que né kkkkkk kkkkkk k k eu te adoro eu moro no rio de janeiro agora vou desligar o computador thau beijinho beijão bjss ……… fique com … deus que deus ilumine cada cantos do seu caminho orar todos os dias te adoooooroo foi legel conversar com vc thauzinho …..>>>>>>>>>


  8. oi td bom eu tanho 9 anos meu nome é crislane batista quando eu crescer vou trabalhar no trabalho da minha irmã a gente trabalha de segunda á sábado ♣♦☺☺○◘•♥☻•◘♠++++ fazer o que né estou saindo thau que deus ilumine cada cantos do seu caminho fique com deus !! .. beijão gente orar todos os dias bjssss .


    1. sou da 20série 3 ano

  9. Angelica Says:

    Sofia, achei muito legal seu texto e por ter uma boa experiência gostaria que me desse algumas dicas, sempre sonhei em ser professora e esse ano consegui uma turma na escola pública por um processo seletivo, porém eles me deixam louca!, não tem o mínimo de respeito, falam gritando e eu não sei o que fazer, já fui brava (mas acredito que não o suficiente), já tentei conversar, já mandei para diretoria, chamei os pais (mas eles dizem que nem eles sabem o que fazer). Mas tem uma turminha de cinco que são terríveis. Chego até pensar se é isso mesmo que quero para minha vida….

  10. Larissa Says:

    Olá!
    Sou professora a 1 ano do Estado do Rio Grande do Sul. Sempre achei que era isso que queria, sou formada no magistério e faço pedagogia na UFPEL. Minha família é de professoras. Bom, mas…
    Ando muito estressada. Eu grito e xingo. Quem merece, é claro. Os outros tenho até medo de falar em voz alta de tão mimosos que são. Dou aula em um 1° ano do Ensino Fundamental. O problema é que tenho 3 alunos que me incomodam e uma mãe chata, e estou descobrindo que todo ano terei isso. Tudo que é profissão tem seus momentos de estresse, mas a ponto de chorar, ficar sem voz será que é normal?
    Preciso mudar, ou uma injeção de incentivo. Fico assim de sair por que sou concursada.
    Não sei se será sempre assim, mas tenho 21 anos e tô pensando seriamente em sair.
    Abraços…

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