Qual é o objetivo da escola? Ainda não sei se realmente é a educação…

Mais um estresse escolar para discutir.

Na prefeitura, os cargos administrativos são comissionados, ou seja, trabalhando bem do jeito que a secretaria gosta, tudo vai bem. Do contrário, tchau, querida, volta para a sala de aula (como se isso fosse a morte).

Hoje, reunião de pais e, em seguida, reunião “pedagógica”. Enquanto eu esperava a reunião pedagógica, após a dos pais, uma professora comentou comigo que a vice-diretora tinha sido convidada a se retirar da escola, se eu já não tinha assinado o “abaixo”. Nossa, que absurdo, pensei eu, lógico que assino!

Pouco tempo depois que assinei, a diretora entra na sala dos professores com a assessora da Secretária da Educação e a nova vice-diretora. Eu conheço a assessora, pois ela trabalhou com meu pai, faz parte da Associação Mantenedora da Escola Sathya Sai e etc. Então, levanto-me e vou cumprimentá-la. Ela me apresenta à nova vice e passamos a conversar numa boa. Como sou ingênua… senhor!

A diretora pede a atenção de todos, nos sentamos e começa o barraco. Nunca vi tanta discussão imbecil ao mesmo tempo!

Fico sabendo, naquele momento, que a vice antiga foi convidada para ser diretora em outra escola, cujos problemas pediam alguém com pulso forte como o dela.  Não vi muitos problemas nisso. Os professores estavam revoltados!!! Como é que a Secretaria teve coragem de interromper o excelente trabalho de vice que ela fazia? Alguns, indiretamente, criticaram a diretora, mal-educados com a nova vice, então, nem dá pra dizer.

Todos querem falar. Uns criticavam a secretaria e os seu representantes tentavam se defender. Ninguém parecia falar a mesma língua. Até gritaria aconteceu. A assessora, pra mostrar como ela entende da dificuldade da escola, citou que tinha trabalhado com meu pai, fundador da Escola Sai. Que bom! Até agora, eu estava quieta, não eram todos que sabiam disso. Pronto, vários professores me olharam com aquela cara de “você é protegida”! Ai, ai, que vontade de falar palavra feia, de levantar e sair. Parecia filme de terror.

É lógico que não virou nada. Nunca vai virar. O que me estressa é a preocupação em demasia com assuntos não tão importantes. É a falta de respeito e de educação com quem acaba de chegar e, assim como os outros, só está obedecendo. É esse olhar acusatório de que nunca podemos conhecer ninguém importante, não podemos nos preocupar em fazer um bom trabalho. Quem é elogiado, quem é conhecido parece ser jogado aos leões.

Eu entendo que interromper o trabalho da vice não está certo. Mas não está certo colocá-la em uma escola que precisa de alguém como ela? Também acho que as coisas deveriam ser avisadas, discutidas, entretanto, se é urgente e se isso é aceito, por que humilhar os que estão chegando?

Acredito que, enquanto a política e politicagem forem postas à frente dos próprios objetivos educacionais, nada vai virar. Seja esse politicagem vinda da secretaria, seja vinda dos próprios professores que só pensam em reclamar e receber.

O irônico é que os reclamões de hoje são os mesmo que tiveram uma “”super preocupação” com os alunos no conselho de alguns dias atrás.

Por que essas pessoas escolheram a educação como profissão? Por que escolheram “ser professor”?